26.3.16

[Cine SB] Resenha: Garota, Interrompida - Girl, Interrupted (1999)


Título: Garota, Interrompida (Girl, Interrupted)
Ano: 1999                    
Diretor: James Mangold, Jonathan Kahn.
Roteiro: James Mangold, Lisa Loomer, Anna Hamilton Phelan, David E. Tolchinsky
Gênero: Drama biográfico
Duração: 127 min.
Elenco: Angelina Jolie, Winona Rider, Jared Leto, Clea DuVall, Brittany Murphy, Elisabeth Moss. 

Sinopse

Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susanna Kaysen foi diagnosticada como vítima de "Ordem Incerta de Personalidade" (ou Síndrome de Boderline) - uma aflição com sintomas tão ambíguos que qualquer garota adolescente pode ser enquadrada. Enviada para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos 2 anos seguintes, ela conhece um novo mundo, de jovens garotas sedutoras e transtornadas. Entre elas está Lisa, uma charmosa sociopata que organiza uma fuga com Susanna, Daisy e Polly, com o intuito de retomarem suas vidas.



Minha Opinião

Você já confundiu um sonho com a vida real?
Trata-se de um dos filmes que melhor retratam problemas psicológicos "de todos os ângulos" que eu já vi.
Muitos filmes que tem como foco pessoas com transtornos mentais, e em grande parte deles, tudo gira muito em torno do problema da protagonista, mas Garota, Interrompida não é assim.
Susanna (Winona Rider) tem seus problemas psicológicos sim, e eles são mostrados claramente ao longo do filme, mas o que parece é que esse não é o foco. O foco está nos relacionamentos que Susanna desenvolve, captando a essência de cada personagem individualmente com seus problemas e como eles influenciam Susanna. 
E quem não gosta de um filme de garotas com problemas psicológicos? E com uma Angelina Jolie sociopata?
Preciso confessar, antes de mais nada, meus anseios com esse elenco. Winona sempre pareceu boa para mim, mas eu duvidava da capacidade da Angelina Jolie (apesar dos seus papéis em "A Troca" e "Preço da Coragem") para papéis tão precisos, cheios de personalidade. Ela sambou na minha cara com sua atuação logo de início, e só melhorou conforme o final se aproximava.

Apesar de muitas vezes Angelina Jolie roubar a cena, Winona tem um drama que é muito válido - não é clichê, nem forçado. 
Outra personagem que não passou em branco é o de Brittany Murphy. Ela interpretou Daisy, cujos problemas não serão citados por causa do famigerado spoiler. O que eu posso dizer: foi uma atuação digna, pelo qual vale ser lembrada, com um desfecho emblemático.
Sempre dou uma pesquisadinha nas críticas quando vou fazer uma resenha, e me surpreendi ao ver que o final não agradou a todos. Para mim, foi suficiente e conclusivo. Qualquer coisa além do que foi mostrado, teria estragado a essência do filme.
Fotografia, direção de arte, figurino e cenário: ok. Não foi algo estrogonófico, foi bom, na medida.
Quanto ao roteiro e as atuações, dou uns pontos a mais (pelo roteiro, porque vou fazer psicologia e sou apaixonada por filmes assim, e pela atuação, é claro, pelos motivos citados acima).


Premiações


É claro que esse filme não ia passar em branco pelos olhos dos críticos.

Eis a lista dos prêmios, e como se esperava, Jolie arrebatou:

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante: Angelina Jolie
Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante: Angelina Jolie
Prêmio do Sindicato dos Atores de Melhor Atriz Coadjuvante: Angelina Jolie
Critics Choice Award de Melhor Atriz Coadjuvante: Angelina Jolie




Nota: 4,6

2 comentários:

  1. Amooooo esse filme <3 Já assisti umas 7 vezes haha e a Angelina tá maravilhosa (como sempre)!!
    Beijos
    www.pardemeias.com.br

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    Respostas
    1. Essa mulher me quebraaaaaaa, hahahah.
      Beijos :*

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