Havia uma amoreira naquele quintal... - Ela havia dito enquanto costurava pequenos bordados em panos de pratos, os quais ela insistia em bordar várias rosas com um pequeno defeito: Em cada uma faltava uma pétala. E eu insistia em ficar intrigada com isso, afinal onde já se viu criar uma rosa tão peculiar? Era muito estranho olha-la, tentar aprecia-la mas ao mesmo tempo me imaginava aconchegada nas poucas pétalas restantes como uma pequena gota d'água ficaria. Ela olhou fixamente em meus olhos e isso fez com que eu desviasse o olhar dos bordados; seus olhos eram perfeitamente pretos, tão, mais tão pretos que era possível perder-se em seu olhar e talvez nunca mais se encontrar.
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Havia uma amoreira naquele quintal... - Ela havia dito enquanto costurava pequenos bordados em panos de pratos, os quais ela insistia em bordar várias rosas com um pequeno defeito: Em cada uma faltava uma pétala. E eu insistia em ficar intrigada com isso, afinal onde já se viu criar uma rosa tão peculiar? Era muito estranho olha-la, tentar aprecia-la mas ao mesmo tempo me imaginava aconchegada nas poucas pétalas restantes como uma pequena gota d'água ficaria. Ela olhou fixamente em meus olhos e isso fez com que eu desviasse o olhar dos bordados; seus olhos eram perfeitamente pretos, tão, mais tão pretos que era possível perder-se em seu olhar e talvez nunca mais se encontrar.
Sabe aquela musica da Clarice Falcão - Capitão Gancho? Não? Então coloca agora ''clique aqui''
Bem no começo ela fala assim ''Se não fossem as minhas malas cheias de memórias, ou aquela história que faz mais de um ano, não fossem os danos, não seria eu.''
Hoje acordei pensando nos danos de mais de um ano, eu sei, já era pra esquecer,'' e essa mania de lembrar de tudo feito um gravador''.
Ele me irrita tanto com suas manias, mas ao mesmo tempo gosto delas. Mexe no cabelo de 5 em 5 segundos, aperta minhas gordurinhas, ah ele ama fazer isso.
Faz aquela cara de cão perdido quando quer algo... como eu amo essa carinha. A que eu mais gosto é a cara que ele faz quando me vê, seu sorriso de orelha a orelha, com os olhos fixos em mim.
Ele nunca sabe aonde ir, acho que sou uma casa pra ele, se é que existe morada em alguém.
Ah vai, ta tão bom aqui na minha zona de conforto fazendo
vários nadas. Eu tenho mesmo que levantar? Cara, é só eu esperar que as coisas
vão se resolver. Só falta isso, mais isso e aquela outra coisinha se resolver.
Pronto, quando estiver tudo arrumado eu corro atrás!
Era esse meu pensamento. Durante dias e dias esperando as
coisas aparecerem prontas na minha mão. Acomodada? Olha, eu acho que não. É mais falta
de noção mesmo.
Caiu a ficha mais idiota da minha vida: Se você não levantar
e fazer, ninguém vai fazer por você.
É clichê? bastante. É uma verdade? Com certeza. Mas eu nunca
tinha entendido de fato, até acontecer comigo.
Já aconteceu isso com vocês?
LEIA OUVINDO: ESSA MÚSICA
Vê se você consegue me entender...
Que se você quiser a vida pode ser leve,
Pode ser linda,
Pode ser colorida,
Vida, cheia de VIDA.
Eu
não me importo. DE VERDADE! Poder dizer
isso depois de tanto tempo ligando (e muito) para opiniões alheias é
libertador. Resolvi dar um basta nisso. Onde pode isso gente? me pergunto até
hoje porque não fiz isso antes. força do pensamento, reeducar a si mesmo é algo
que leva tempo, mas mantém os resultados.
Acho
que conforme os anos vão passando e nós vamos amadurecendo a gente aprende a
fazer pouco caso de certas coisas sabe?
Tinha
dia que eu chegava toda chorosa em casa, acabava com a minha semana, por causa
de certas opiniões. Gente, perai né! Pelo amor.
Uma manhã como todas as outras.
Levantei, lavei o rosto e examinei meu reflexo no espelho. Havia muito tempo que eu não parecia mais saudável - e nem era, de certo modo. Olheiras estampavam a pele abaixo dos meus olhos, me lembrando das noites mal dormidas e dos dias difíceis pelos quais eu passara. Algumas vezes, ouvi meus olhos gritarem por uma trégua, não queriam mais chorar, mas eu praticamente os obrigava, dia após dia, e aquilo era tudo o que eu tinha para aliviar a dor.
Eu continuei olhando para aquele espelho, que parecia me conhecer mais do que eu mesma.
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Layane Machado
Leia ouvindo: Essa música
De repente,
tudo se desconectou. Os laços continuaram. Mas um nó ficou frouxo.
Os dias já
não eram azuis como ela estava acostumada, não havia o controle, sua vida
passava. Um robô.
Ela se
perguntava se alguém já havia se sentido assim na vida. Como um robô que faz
tudo no automático. Só porque tem que fazer e vive em vão. Nem vê os dias
passar.
Era 12:00, O sol estava forte e não ia aliviar nem tão cedo. Ahh... Rio de Janeiro né?
Vi Camila chorando e me perguntava o que havia acontecido. A menina nunca teve medo de chorar na frente dos outros, mas parecia que estava se escondendo de tudo e todos.
Ela olhava para o andar de baixo como quem está pensando o que fazer. Enfim, desceu as escadas e encheu o copo de água que estava na sua mão. Eu a vi respirando fundo e tentando se acalmar. Como quem segura o choro. Esquisito, pois Camila nunca segura o choro. Camila grita, chora na frente de todo mundo mesmo, ri, faz palhaçada e nunca liga pra nada.

Reformas e mudanças fazem parte da vida né ? Elas fazem uma bagunça, mas no final fica tudo no seu devido lugar. Mas e quando é por dentro? E quando a reforma é interior?
É difícil colocar a cabeça em ordem. Não é tão simples como uma agenda onde a gente escreve nossos compromissos na data certa e pronto. Gerenciar nossos pensamentos exige exercício. Deveria ser fácil já que são nossos pensamentos né? Mas nem sempre assim.
Sempre me questionei
muito sobre tudo. E as vezes ficava tão perdida em questionamentos que travava. Sabe quando parece que você age como robô? Faz tudo no automático? É como
me sinto quando ta tudo confuso e bagunçado aqui dentro.
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