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28.2.20

[Crítica] Spin Out :: Spinning Out :: Netflix

Spin Out :: Spinning Out
2020 / 45min 
Direção: Samantha Stratton, Lara Olsen
Elenco: Kaya Scodelario, January Jones, Willow Shields
Netflix
Kat Baker (Kaya Scodelario) era uma patinadora em ascensão, até que uma queda desastrosa, muito sangue e uma cirurgia no crânio a fazem se afastar de seu sonho Olímpico. Agora lutando conta o TEPT causado pela queda, a falta de dinheiro, uma irmã mais nova que rapidamente está tomando seu lugar e uma mãe perturbada ela tenta não sair das pistas de gelo. Sem muito sucesso. Mas pode haver uma solução, virar dupla de Justin (Evan Roderick), um talentoso patinador mas com fama de além de não manter suas parceiras ainda as levarem para a cama. Sem opções e com medo de perder tudo Kat decide se arriscar, tanto no gelo quanto em sua vida. Mas fazer tudo e ainda manter seu segredo bem guardado enquanto toma seus remédios não é uma tarefa fácil e tudo pode cair se ela não souber equilibrar todas as facetas de sua vida.
Desde que eu era criança e vi o filme "Sonhos no Gelo" pela primeira vez eu fiquei ávida por esse mundo da patinação artística e por como a pressão dos pais muitas vezes podem nos levar para muito longe dos nossos sonhos bem como mexer com o nosso psicológico, seja nos afastando ou nos incentivando de forma dura e intensa o seu sucesso no mundo dos esportes, que convenhamos não é nada garantido e bem cruel.
Então quando o trailer de "Spin Out" saiu eu fiquei bem animada, ainda mais pela Kaya Scodelario que é uma atriz que eu gosto muito - mesmo com seu papel odiável em Maze Runner - e que sempre dá um show de atuação.

Mas o que me chamou mesmo a atenção e fez com que eu quisesse mais que tudo ver essa série é que nossa protagonista tem um segredo... ela é bipolar e luta com a doença todos os dias para se manter estável para si, para os que estão a sua volta e para se manter no gelo. E não é nada fácil e um tanto quanto aterrador guardar um segredo desse tamanho de todos à sua volta pelo simples fato de que se descobrirem sobre sua doença ela pode ter que abandonar o gelo que faz parte de sua existência quanto tudo o mais. Afinal não existem patinadoras que sofrem de doenças mentais, ninguém confia plenamente em doentes mentais não é mesmo?

E assim vemos Kat Baker, uma patinadora em ascensão, um dia cair e fraturar o crânio dando fim à sua preciosa chance de ir para as nacionais. Mas não à determinação de Kat, ela não pode desistir fácil assim, o problema é que depois da queda ela não consegue mais saltar triplos, controlar sua doença ficou duas vezes mais difícil, conviver com a mãe impossível e aguentar a irmã mais nova uma tarefa muito, muito cansativa. Mas como você pode desistir daquilo que define quem você é? Como ignorar seus sonhos se eles nunca mudaram? Como deixar de lado tudo o que faz você ser você? Como qualquer patinadora profissional poderia fazer isso? Depois de dedicar toda sua preciosa infância e adolescência à esse sonho?
Kat não pode e não vai, por isso quando surge a chance de patinar como dupla - coisa que ela nunca fez na vida - de Justin - o playboy mais mimado e rico e insuportável da região - Kat suspira, pensa e pensa e joga tudo para o ar. É uma chance pequena, parece complicado e difícil mas ela não pode soltar esse pequeno fio de esperança. E quem diria que toda essa fachada odiável de Justin era apenas isso: uma fachada?
Honestamente? Isso não chega nem aos pés da série em sua complexidade, e sim estou sendo completamente - JURO! - honesta aqui.


Há tantas nuances e personagens todos tão complexos e maravilhosos e reais e sofridos que você não sabe nem por onde começar pois todos precisam e necessitam sua atenção.

Há o problemas de famílias disfuncionais, amizades longas datadas por segredos, relacionamentos tóxicos e saudáveis, problemas psicológicos, pais ausentes, pedofilia, questões de gênero e depressão e racismo e sobre o quão fo** é a vida e todas as decisões que precisamos tomar ao longo dela mas que no fim como é sua vida são todas as decisões que você precisa tomar. Mas que é muito bom ter alguém que vai sentar do seu lado e te ouvir chorar quando alguma dessas decisões não for boa o bastante.

Eu simplesmente estou desolada com o cancelamento dessa série e espero que divulgando o máximo possível para mais gente ver o quão incrível ela é a Netflix se dê conta da imensidão que é essa trama e nos dê uma segunda temporada nem que seja para fechar o ciclo que merece mais do que o final que tivemos - apesar de maravilhoso mesmo assim!! Então assistam, comentem, votem e surtem muito por favor, quem sabe assim a gente tenha uma segunda temporada hein?!

comentários pelo facebook:

2 comentários

  1. Oie!

    Primeiro, também fico desolada quando uma série que eu AMEEEEI é cancelada! Também quero fazer mais e mais pessoas se apaixonarem por ela, para que de alguma forma, isso seja revertido, haha.

    Sobre a série, eu nao conhecia, acho que nunca nem cheguei a ver no catálogo da netflix, mas parece ser muito interessante. O fato da personagem ser bipolar, com certeza é algo que torna tudo ainda mais interessante, porque acredito que possamos acompanhar a luta dela com essa doença a fim de poder se manter firme em seus sonhos.

    Enfim, vou te apoiar nessa luta pela volta da série, haha, e vou assisti-la! ♥

    Bjao
    Início de Conversa

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  2. Oi, Agatha como vai? Assisti a essa série dia desses e gostei muito, tanto pela estória e também pelos atores e o figurino, juntamente com ambientação. Lendo sua análise deu vontade de assistir novamente, pena que não dará, pois tenho muitos livros para ler. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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