controles do slide

15.7.14

[Entrevista] Richelle Mead

Olá leitores!


Essa é uma entrevista dada pela escritora Richelle Mead (escritora norte-americana mais conhecida pela série Academia de Vampiros) . As perguntas foram enviadas pelos fãs e leitores da Richelle Mead, o Goodreads selecionou algumas dessas perguntas e eu apenas as traduzi, caso queira conferir a entrevista em inglês ''clique aqui''. Confira:

Rose, a protagonista dhampir da série best-seller Academia de Vampiros escrita pela Richelle Mead, é uma personagem marcante e inesquecível. Entre várias perguntas enviadas a autora, uma delas é porque Richelle escolheu contar a história da série spin-off, Bloodlines, pelo ponto de vista da quieta amiga de Rose, Sydney, a tímida alquimista cuja função é manter o mundo vampiro em segredo dos humanos. Sua personalidade reticente e falta de habilidades para luta eram exatamente o ponto, diz Richelle. "Sydney tem que pensar em como sair de várias situações, e eu espero que os leitores vejam que isso é tão poderoso quanto lutar fisicamente para escapar de uma situação. A maioria de nós, no mundo real, não somos heróis de ação, e eu queria mostrar que você pode ser uma mulher forte usando sua mente tanto quanto usando seus punhos." No recentemente lançado (nos Estados Unidos) The Fiery Heart, quarto livro da série Bloodlines, aprendemos o resultado da decisão chocante de Sydney, no final do livro anterior.
Confira nas respostas da Richelle, nossas dúvidas sobre relacionamentos, criação de personagens e como ela mexe com as nossas emoções!
GoodReads - Qual foi a coisa mais difícil que você teve que passar ao escrever The Fiery Heart (O Coração Impetuoso - tradução não oficial, 4º livro da série Bloodlines)?
Richelle Mead - Principalmente, apenas encontrar tempo! Esse é sempre meu problema com os livros. Eu sei que para os leitores parece que leva "uma eternidade" para o livro ser lançado, mas apenas uma porção de tempo desse prazo é gasto escrevendo um livro, e eu normalmente estou trabalhando em outro livro ao mesmo tempo. Manter o controle sobre os horários dos meus editores pode ser difícil, mas felizmente, o enredo de The Fiery Heart era algo em que eu estava pensando já há algum tempo. Eu já tinha consciência da maioria dos acontecimentos (que são momentos chaves da série, por sinal) que ocorreriam nesse livro enquanto eu ainda estava escrevendo o primeiro livro da série Bloodlines, então eu já tinha as coisas muito bem planejadas. Quando isso acontece, escrever um livro pode ser rápido, e foi o que aconteceu dessa vez!
G. - Muitos dos fãs de Academia de Vampiros querem mais Rose e Dimitri! Em qual sentido você pensa que a história de amor de Rose e Dimitri é diferente de qualquer outra história de amor?
R.M. - Rose e Dimitri,  ambos apareceram com frequência ao longo da série Bloodlines e continuarão a fazê-lo. Se algum dia eu voltar a escrever livros que tenham eles como foco, os eventos da série Bloodlines serão momentos chaves para o que acontecerá com eles. Cada relação é única, isso porque cada indivíduo é único. Você sempre terá algo especial e diferente quando dois indivíduos ficam juntos, especialmente quando se tem pessoas tão apaixonadas e de ação como Rose e Dimitri. Eles tem personalidades muito fortes individualmente, e todas essas características se amplificam quando estão juntos. Isso faz a história de amor deles ser muito divertida de se escrever.
G. - Eu amo a relação entre a Sydney e o Adrian. É uma das mais verossímeis e belas histórias de amor que eu já li. Eu amo o fato de que é muito progressiva e não um amor à primeira vista. O que inspirou a relação deles?
R.M.. - Eu queria escrever uma história de amor onde o casal tivesse que focar em obstáculos internos, e não apenas nas enormes forças sobrenaturais que tentam mantê-los separados (embora eles certamente tenham muito desse tipo de obstáculo também!). A própria personalidade singular da Sydney e do Adrian é o que lhes causam problemas na maior parte do tempo, e aprender a lidar com isso faz parte de suas jornadas para ficarem juntos. Eu penso que isso é verdade para muitos relacionamentos no mundo real. Monstros e profecias não mantém os casais separados. Pessoas fazem isso muito bem por conta própria.
G. - Na sua vida pessoal, você acredita que o amor conquista tudo?
R.M.. - Eu acho que o amor é muito poderoso em todas as suas formas, seja amor entre amigos ou entre pais e filhos. Acho que essa questão é sobre o amor romântico, e esse também é muito poderoso. Se você está com uma pessoa que te respeita e te ama por quem você realmente é e pode ser um parceiro forte durante a vida, então você poderá transpor muitos, muitos obstáculos. O que eu acho importante para as pessoas lembrarem é que na vida real o amor é ainda mais complicado que nos livros! Eu conheci pessoas que pensam que se elas não acharem "o único" (o amor para toda a vida, aquela pessoa especial) antes dos 20 anos, suas vidas estarão acabadas. Isso não é verdade. Algumas vezes pode demorar um pouco, e tudo bem. Algumas vezes você ama diferentes pessoas durante a sua vida e segue em frente conforme amadurece e muda, e tudo bem com isso também. Tanto faz se você encontrar alguém enquanto é jovem ou se isso demorar muitos anos, o que realmente importa é se você ficará com alguém que aprecia quem você é, alguém que te trata com amor e respeito, e é um parceiro que não tem medo de expor a sua respectiva opinião no relacionamento.
G. -  Como escritora, é difícil oscilar sobre os pontos de vista da religião, especialmente desde que Tabuleiro dos Deuses tem muitas idéias diferentes sobre o tema? E o seu ponto de vista sempre interfere no que você está escrevendo? 
R.M. - Eu tenho um mestrado em religião comparada, então eu passei muito tempo estudando todos os tipos de religiões, o que definitivamente me ajudou a escrever essa série. Eu também cresci com um amor por todas as mitologias do mundo. Todas essas coisas me ajudaram a desenvolver um grande respeito e apreço por muitas religiões diferentes, e eu realmente acho que isso mais acrescenta do que interfere na minha escrita.
Richelle em uma sessão de autógrafos em Seattle.
G. - Todas as mulheres dos seus livros são ferozes, independentes e bonitas - isso é intencional? Quão importante é a aparência dos referidos personagens em uma boa história?
R.M. - A ferocidade e a independência são completamente intencionais. São importantes características que eu gosto que todas as minhas heroínas tenham, seja de uma forma ou de outra. Suas aparências são importantes apenas se afetam a trama. Se um personagem tem muita bagagem e problemas suficientes acontecendo, eu não irei lhe dar mais preocupação, a não ser que isso tenha relação com os problemas que eles estão tendo. E às vezes, mesmo que eles aparentemente não tenham problemas físicos, eles os inventam - como Sydney, que tem uma forma maravilhosa, mas constantemente se preocupa sobre estar perdendo peso durante a primeira metade da série Bloodlines. Para mim, este tipo de pensamento é bem comum na vida real. Muitas vezes, as pessoas são muito mais atraentes do que imaginam, mas se prendem à alguma falha que acaba prejudicando sua autoestima. Isso é algo que atormenta tanto os adolescentes quanto os adultos.
G. - Eu sempre achei que seus livros são um turbilhão de emoções. Eu rio em voz alta, eu choro, eu quase não consigo ler pela tensão. Como você cria esses livros que conseguem nos tocar, saindo do papel e nos afetando num nível tão emocional?
R.M. - Meu objetivo sempre foi fazer meus personagens se sentirem reais. Mesmo que eles estejam lidando com situações mágicas, eu trabalho para fazer suas emoções e sentimentos compreensíveis aos leitores. Meus personagens se machucam e amam assim como nós, e eu estou sempre consciente disso enquanto escrevo. Algumas vezes isso envolve capturar uma emoção que eu tive e passá-la para o papel. Outras vezes eu irei perguntar: "ok, isso é realmente como uma pessoa se sentiria nessa situação?". Como escritora, é fácil cair nos clichês ou nas duas dimensões, e eu me esforço para ficar longe dessas armadilhas para proporcionar aos meus leitores as mais poderosas histórias que eu puder.
G. - Você sempre luta com a decisão de ter um personagem morto?
R.M. - Eu nunca luto com a morte de um personagem pois eu nunca os mato sem uma razão. Se isso acontece, há um propósito específico que se encaixa na maior parto do livro ou da série. Geralmente, se pudermos manter esse personagem vivo por mais tempo, eu fico feliz em fazê-lo. Uma das mortes mais notórias que já escrevi acontece em Tocada Pelas Sombras - de novo, impulsionando o enredo.
G. - Algum conselho para um aspirante a escritor sobre como planejar as características e peculiaridades de um personagem, e depois aderir isso a sua personalidade durante toda a sua trajetória?
R.M. - Os autores geralmente se referem ao que é chamado de "a regra do iceberg" na escrita. Isso significa basicamente que você faz uma tonelada de pesquisa e planejamento sobre alguma coisa, mas os leitores só veem "a ponta" disso, e apenas você, o escritor, sabe sobre o resto que está abaixo da superfície. Isso é verdade tanto para construir um mundo quanto para desenvolver os personagens. Antes de começar a escrever um livro, planeje todos os tipos de coisas sobre seus personagens. Faça anotações sobre o que eles gostam, o que eles não gostam, quais são suas histórias,  etc. Quanto melhor você conhecer seus personagens, mais capaz você será de trabalhar com suas características únicas e suas vozes enquanto escreve. Os leitores podem nunca ver toda a pesquisa que você fez, mas não tem problema. O que importa é que você conhece seu personagem melhor do que ninguém e pode autenticamente contar sua história.
Richelle no set com o elenco de Vampire Academy.
G. - Quando você esteve visitando o set de filmagem do filme Vampire Academy: Blood Sisters (Academia de Vampiros: Irmãs de Sangue), qual foi o momento mais engraçado que você teve?
R.M. - Honestamente, eu não consigo me lembrar de nenhum momento super-engraçado a partir dessa experiência. Minhas maiores emoções eram de admiração e espanto pelo incrível trabalho que eles fizeram. Eu fiquei fascinada o tempo inteiro! A equipe colocou muitos detalhes em tudo, desde os sets até o figurino, e o elenco gravou tomada após tomada sem reclamar. Eu não conseguia acreditar que centenas de pessoas estavam trabalhando tão duro com o meu livro. Se eu tivesse que escolher a coisa mais engraçada, com certeza seria o diálogo! Eles estavam filmando uma cena numa sala de aula bem conhecida dos livros e o roteirista Daniel Waters deu a Rose e ao Christian umas frases hilariantes. Os fãs da série irão amar!
Então, o que acharam da entrevista da Richelle? Para aqueles que ainda não conhecem a série Academia de Vampiros, o primeiro livro já foi resenhado pela Agatha clique aqui para ler, e confira o trailer do filme:





comentários pelo facebook:

4 comentários

  1. Oi, tudo bem, Adoro essa escritora, então amei o post! Queria muito que não parassem de fazer os filmes de Academia de Vampiros, pois gostei bastante. E também sou louca pra ler essa nova série dela. =))

    Beijinhos, Dany.
    http://livrosqueinspiram.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Dany, também adoro a Richelle! Eu ainda não assiti o filme, mas é mesmo uma pena ele ter tido baixa bilheteria. Se ler essa série venha me contar o que achou ok?
      Beijos

      Excluir
  2. Oi Andréia, tudo bem?

    Que linda a Richelle! Dá vontade de abraçar ela bem e forte e dizer - "Poxa, você não tem dó do Adrian não? O tadinho só sofre!" rsrs
    Adoro os livros dela.

    Beijos,

    Pah - Livros & Fuxicos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Pah, tudo ótimo e contigo?
      A Richelle é linda mesmo né. Ainda não li a série Bloodlines, mas meu coração ficou apertado pelo Adrian em Academia de Vampiros, espero ler outros livros da autora em breve.
      Beijos

      Excluir

A sua opinião é muto importante para nós. Obrigada!
Os comentários do blog passam por moderação antes de serem publicados.

últimas resenhas