14.7.15

[Resenha] Morra por mim :: Amy Plum

Morra por mim - Revenants #1
Autora: Amy Plum
Editora: Farol Literário
Páginas: 424
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Depois que seus pais morrem em um acidente de carro, Kate e sua irmã, Georgia, vão morar com os avós em Paris. Enquanto Georgia encontra na balada a cura para sua tristeza, Kate é mais introspectiva e se recusa a sair e se divertir, até resolver ir para um café com seus livros para tomar um pouco de sol. Ela conhece Vincent, um belo e misterioso garoto parisiense. Ao se relacionar com o menino e descobrir sua história, Kate tem que escolher entre deixar sua paixão de lado e seguir a vida em segurança, e assumir seus sentimentos e toda a complicação que seria namorar alguém imortal e com inimigos, e mudar para sempre sua vida.
"Eu sabia que existia algo diferente em Vincent. Eu tinha sentido isso, mesmo antes de ver sua foto no obituário. Era algo distante de mim, e muito obscuro para eu conseguir entender. Então eu ignorei. Mas agora vou descobrir quem ele é."
- Oi, meu nome é Vincent.
Meus olhos se estreitaram enquanto eu avaliava a sinceridade dele.  Aceitei a sua mão, apertando-a com um pouco mais de aspereza do que pretendia.
- Kate.
- Prazer em conhecê-la, Kate.- respondeu Vincent, compenetrado. Houve um silêncio de quatro segundos, durante o qual continuei a encará-lo. - Então, você vem sempre aqui? - murmurou ele, inseguro.
A vida de Kate e Georgia mudou abruptamente de uma hora para a outra, num momento elas estavam em Nova York, curtindo a vida, seguindo no ritmo de sempre, e no outro seus pais haviam morrido e tudo parecia apagado e sem sentido no mundo, pois seus pais eram seus mundo. Eles eram aquele tipo de pais que te entendem e completam, que fazem da sua vida melhor e sua presença é essencial. E agora eles não estavam mais ali. E nem elas, pois Nova York contém lembranças demais de tudo aquilo que elas não tem mais.

Assim a mudança para Paris foi mais que bem vinda, morar com seus avós - Mamie e Papy -, não era uma necessidade, uma vez que Georgia era sua representante legal, mas era bem vindo estar entre a família e eles sempre foram sua segunda família, porém isso de forma alguma mudou o fato de que ambas estavam de luto e eles respeitaram isso, as duas sempre foram donas de seus próprios narizes, nunca foram de arranjar encrenca, assim Mamie e Papy só pediram uma coisa, que elas ficassem bem.

Georgia encontrou refúgio para sua dor em noites tumultuadas e amigos para todos os cantos e Kate se afogou em livros e mais livros, saindo apenas para se sentar em algum café perto de casa e ler ao ar livre. Foi assim que ela o viu pela primeira vez, em um café. Ele a estava olhando e Kate soube que eles tinham algo em comum, mas ele era bonito demais para reparar nela. Impossível. 

Ou era o que ela pensava, pois com o decorrer dos dias, com o aumentos dos esbarrões e com ele se tornando oficialmente sua paixonite e o momento do dia que seu coração parecia se esquecer do que perdeu e começa a pensar no que poderia ganhar, ela se perguntou por quê não? Mas havia uma pequena parte dela que lhe dizia para ser cuidadosa, havia algo em Vincent que era temido e sombrio, ela sentia isso, sabia disso, mesmo que ela quisesse ignorar. Bastava saber o que era? E se isso seria suficiente para ela arriscar perder sua possível chance de ser feliz novamente.


Narrado em primeira pessoa do ponto de vista de Kate, o livro segue um ritmo impressionante de acontecimentos que se atropelam e mantêm a trama interessante até o fim. Eu comecei a ler o livro no metrô e depois do terceiro capítulo a leitura se torna viciante. 

Como se não bastasse a estória se passar em Paris, a cidade Luz, os personagens tem um toque sombrio que me lembra um pouco O Corcunda de Notre Dame quando suas gárgulas ganhavam vida ao cair do sol, é mágico e incrível e surpreendente. 

Conforme a leitura avança e você vai conhecendo Vincent você se pergunta o que será que ele tem de diferente, pois está na cara que há algo diferente nesse moço, e quando por fim isso é revelado você fica de boca aberta, pois nossa, como assim meu Deus? Sério isso? E o melhor é que faz todo o sentido, não é uma ficção sem nexo que não se encaixa ou que foi mal pensada e projetada, não há pontas soltas para você falar mal da nova perspectiva com a qual a autora está trabalhando.
Na hora do almoço liguei o celular para checar as mensagens. Georgia sempre me mandava torpedos malucos ao longo do dia, e claro que havia duas mensagens dela - uma reclamando sobre seu professor de física e outra, obviamente enviada de seu celular: Eu te amo, gata. V. Escrevi de volta: Achei que ontem à noite eu tinha dito para você sumir, seu francês insistente e sinistro. A resposta dela veio na hora: Até parece! Sua cara cor de beterraba hoje de manhã dizia outra coisa... Mentirosa! Você está babando por ele.
E o romance é simplesmente muito fofo, afinal Kate acabou de perder os pais, seu mundo está destruído, ela está com medo de amar novamente e perder a pessoa, mas mesmo assim ainda tem esperança, e isso a ajuda a seguir por aí, Vincent a ajuda a seguir por aí.

Eu mais que recomendo esse livro para aqueles que gostam de romances sobrenaturais, eu poderia falar mais sobre a trama e me estender em detalhes que com certeza te fariam ler esse livro, mas então eu estaria estragando toda a surpresa da revelação dos segredos da existência de Vincent e eu me nego a fazer isso e lhes tirar a oportunidade de descobrirem por si mesmos quem são essas pessoas que lutam para salvar pessoas e equilibrar o mundo.

1 comentários:

  1. Oi Agatha tudo bem?
    Amooooo esse livro *-* a Amy faz a gente suspirar com o Vicent *-*
    A história é linda e intrigante, eu tambem super recomendo!.
    Visitando pela primeira vez o blog *-* seguindo *-*
    Bjs
    http://diarioelivros.blogspot.com.br/

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