3.2.16

[Resenha] Um amor escandaloso :: Patricia Cabot

Um amor escandaloso
Autora: Patricia Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Quando a bela Kate Mayhew é contratada como dama de companhia de Isabel, filha de Burke Traherne, o marquês de Wingate se vê numa situação complicada. Por um lado, tem consciência de que a Srta. Mayhew é exatamente o que a jovem precisa, mas, ao admiti-la em sua casa, o marquês é obrigado a controlar a atração que sente pela moça. O grande inconveniente é que o cargo que ela ocupa a impede de se tornar uma de suas amantes. E Burke vive sobre o juramento de nunca mais se casar, depois de ter flagrado a ex-esposa num ato de traição.Já a Srta. Mayhew não consegue parar de pensar em um homem pelo qual jurou nunca se apaixonar, e esconde um escândalo do passado. Ousará a bela moça lutar contra seus desejos e os fantasmas que parecem persegui-la? O homem que frequenta seus sonhos mais despudorados e o que habita seus piores pesadelos aproxima-se cada vez mais, e ela não sabe por quanto tempo mais conseguirá suportar.
O marquês de Wingate está ficando realmente sem paciência, e os gritos escandalosos de sua filha de nada o ajudam a se acalmar, ela pensa que é quem? OU melhor, como ela pensa que irá arrumar um marido se continua a se rebelar e fazer todas suas acompanhantes se demitirem? Ele quer sossego, quer poder sair nas noites de semana sem se preocupar com a filha, quer poder simplesmente ler um livro em sua casa sem que ouça a cada intervalo sua filha gritando com alguém.

Mas o destino parece rir na cara dele, pois assim que ele decidiu pegar sua filha a força e colocá-la na carruagem uma senhorita pequenina o ameaça com uma sombrinha, o situação é tão surreal que ele fica sem fala, mais sem fala ainda por ela ter a audácia de ameaçá-lo... Contudo a situação fica pior quando seus olhos pousam sob ela e ele nota sua delicada beleza.

Seu nome como ele veio a descobrir por sua filha é Srta. Mayhew e ela é governanta de um de seus vizinhos, o que ele sinceramente não entende muito bem, já que seus modos são os mais polidos, a única coisa que ele sabe é que em questão de minutos ela controlou o estardalhaço que sua filha estava fazendo e ainda por cima teve modos exemplares, ela é a pessoa perfeita para arrumar um marido para sua filha e lhe ensinar bons modos, a único problema é sua beleza, isso pode ser tentador, mas ele irá resistir. Com certeza isso não será o problema, agora é só roubá-la de seus vizinhos.

E o marquês realmente o faz, por uma quantia tão alta que nem mesmo a relutante Srta. Mayhew consegue recusar, mesmo ela sabendo, assim como o marquês, que aquela situação sairia do controle em algum momento.



O livro tem a escrita envolvente que a Meg Cabot, usando o pseudônimo de Patricia Cabot, costuma ter e nesse aspecto eu não me decepcionei em nada, foram quase 400 páginas devoradas com prazer e quanto a isso o que me agradou imensamente é que o livro tem momentos narrados pelo marquês e momentos narrados pela Srta. Mayhew, ou seja, temos uma ampla visão de como as coisas se desenvolvem e desenrolam para os dois lados.

Contudo o que me encantou foi que a Meg conseguiu criar uma trama singular, quem a conhece sabe que ela ama criar personagens densos e estórias que são mais do que aparentam, e aqui temos muitos clichês dos romances de época, mas temos também toda a desenvoltura de uma situação que envolve mais do que classes sociais, dramas caseiros e romances entre pessoas magoadas e de ordens sociais diferentes.

Ela soube mesclar e trabalhar tudo isso muito bem, porque queira ou não um romance de época não pode englobar muito mais que isso pois essa era a realidade daquele século e para ser realista tem que seguir os padrões, mas a maneira como ela colocou não me fez pensar que estava lendo algo muito parecido com outro livro e olha que tenho lido Julia Quinn, Hannah Howell, Carina Rissi e uns outros dois que agora não me recordo.

E os personagens... o que dizer desses personagens que me encantaram? Já se tornou comum para mim dizer que amo os protagonistas que a Meg cria e dessa vez não foi diferente, a Srta. Mayhew tem uma personalidade forte e modos independentes, e Burke, o marquês, tem um ar mal humorado que contradiz totalmente sua personalidade pacífica, e suas leituras que demonstram o quanto ele é letrado, sem contar que o livro inteiro se segue com diálogos hilários e cenas frescas, sem perder o clima tenso por conta dos segredos do passado e das acusações e julgamentos da sociedade londrina para lá de fofoqueira.


Ou seja, o livro é mais que recomendado para fãs de romances de época, e recomendo também para os fãs da Meg Cabot, é diferente do que ela costuma, mais maduro e com uma pegada mais realista e menos idealista que vemos em seus personagens mais jovens, aqui os protagonistas são adultos numa sociedade cheia de regras e convenções, e mesmo assim não perdem o brilho e força que suas almas emitem e a liberdade que seus espíritos pedem. 



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