6.4.16

[Resenha] O Diário de Bridget Jones :: Helen Fielding

O Diário de Bridget Jones - Bridget Jones #1
Autora: Helen Fielding
Editora: Record
Páginas: 322
Acompanhamos um ano da vida de Bridget Jones, uma mulher com trinta e poucos anos que enfrenta os desafios diários com que a maioria do público feminino se identifica: a procura pelo príncipe encantado (ou por qualquer um que não seja um sapo), o desafio de emagrecer, como lidar com a própria família e com as expectativas (suas e dos demais) quanto ao que é ser uma mulher moderna.



Mesmo antes de eu me tornar só um pouquinho obcecada por chik-lit, já tinha ouvido falar sobre O Diário de Bridget Jones. Anos se passaram sem que eu tivesse sequer visto o filme, até que achei o livro na biblioteca pública da minha cidade e combinei com umas amigas da faculdade de lermos durante as férias. Foi um bom exercício para ser feito entre pessoas que estão começando o curso de Letras e precisam parar de achar que todas as coleguinhas, menos a sua pessoa, só leem clássicos e vencedores do Nobel. O fato é que todas nós adoramos o livro e, cada uma a sua maneira, tentamos encontrar desculpas para isso que fossem mais ou menos aceitas pela "Academia". 

Começo dizendo que é um livro muito rápido de ser lido. Essa estrutura narrativa em forma de diário, que combina capítulos curtos com pequenos resumos da vida das personagens, de modo que facilmente acompanhamos a passagem de um ano inteiro, é excelente para tornar um texto fluido. Sem contar que, com a Bridget falando diretamente com você, a voz dela se torna mais real e mais engraçada, fazendo com que estabeleçamos uma conexão com a personagem. Bridget Jones é uma mulher que já passou da "idade de se casar" e que ainda vive uma vida de saídas à noite, bebedeira e amores passageiros. Ela é insegura quanto ao próprio corpo, está constantemente tentando emagrecer e contando calorias, e está presa em um emprego que não lhe dá muita satisfação, a típica heroína de romances chik-lit.

Para ser sincera, esse não é um modelo de personagem feminina que funciona muito comigo, não posso dizer que sou mais uma Bridget na vida, até porque nem emprego eu tenho ainda, mas me peguei ficando mais e mais ligada a ela com o passar do livro. É essa história de diário, de ter personagens confiando detalhes íntimos da própria vida a você, que desperta empatia mesmo que você não tenha muitas coisas em comum com a personagem.

Uma das coisas que mais gostei sobre o livro é que a personagem principal realmente é a Bridget e lemos sobre a vida dela, seus problemas e suas conquistas, não sobre uma parte bem específica de sua vida que seria um relacionamento amoroso. Na verdade, fiquei realmente surpresa por não haver um enredo romântico muito forte, é perceptível que os dois "namoradinhos em potencial" do livro ainda não são muito importantes na vida da personagem, de modo que eles não roubam a cena.
Devo avisar, porém, que não amei esse livro sem reservas (aliás, não amei, eu só gostei bastante). Tenho, sim, alguns aspectos que não me agradaram, especialmente considerando que esse é um livro geralmente colocado bem alto na hierarquia dos chik-lit. O fato é que, comparada com Sophie Kinsella e Meg Cabot, minhas escritoras favoritas do gênero, Helen Fielding não me surpreendeu muito. Eu me irritei, principalmente no começo, com a Bridget e não consegui me animar com a escrita, foi só depois de umas cem páginas que realmente entrei de cabeça na leitura. Isso sem contar que, como geralmente acontece quando se depende de um diário para contar uma história, não consigo deixar de pensar em como algumas partes do livro forçaram demais a verossimilhança e não pareciam algo que encontraríamos em um diário de verdade. 

Ainda estou muito ansiosa para ver o filme, especialmente porque o terceiro vai ser lançado logo e já temos até um trailer. Infelizmente, eu não estou tão ansiosa assim para ler o próximo livro, Bridget Jones No Limite da Razão, porque esse primeiro foi o bastante para mim, acho que teve um final satisfatório e, depois de passado o meu momento de ler sem parar, descobri não estar muito curiosa para acompanhar as outras trapalhadas da Bridget. 

E quanto a você? Já viu algum filme ou leu algum livro da série? Ou estamos entrando juntos atrasados nesse trem da Bridget?  



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