3.9.16

[Resenha] Outlander: A viajante do tempo :: Diana Gabaldon

Outlander: A viajante do tempo #1
Autores: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Páginas: 800
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Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente? 
A guerra finalmente acabou e depois de anos longe do marido, Claire finalmente está em seus braços novamente e nada melhor do que retomar o clima e voltarem a serem um casal indo em uma segunda lua de mel na terra na qual eles se casaram não? Era isso que eles pensavam ao decidirem ir para as Ilhas Britânicas.

Mas a viagem acaba tomando rumos estranhos, afinal as Ilhas por si só tem um ar místico forte, e quando seu marido se aprofunda no estudo da árvore genealógica de sua família e deixa Claire um pouco de lado, ela passa a procurar e se interessar cada vez mais por plantas, tanto que numa noite perto de Samhain, ela acaba presenciando um ritual dentro de um círculo de pedras, isso a faz querer manter distância do local, mas ela deixou uma rara planta ali e seu marido insiste em querer saber mais sobre o local, por isso ela acaba voltando, e enquanto anda de um lado para o outro ela se vê atraída pelo barulho que uma pedra emite e então tudo parece estar sendo sugado e ela desmaia.

Ao acordar ela está deitada na floresta, e enquanto tenta sair da mata Claire vislumbra vários homens guerreando com roupas antiquadas, ela pensa que estão fazendo algum tipo de filmagem e se preocupa em sair da frente, contudo quando ela percebe que a floresta parece maior do que ela se lembrava, que o barulho de tiros e gritos se aproxima dela e que algum tipo de animal está debandando em sua direção, ela começa a ficar apreensiva de verdade. Aquilo está estranho demais.

Mas tudo chega ao ápice quando seu marido pula a sua frente e não a reconhece, ele mesmo está diferente e diz se chamar Randall, ela não sabe o que está acontecendo e mesmo que ele pareça seu marido algo dentro dela grita que não é, tanto que quando ele avança sobre ela sua primeira reação e atacá-lo. Alguém a salva ou seria melhor dizer a rapta e a leva mais para dentro da floresta, em direção aos seus colegas que se dizem escoceses de um clã.

Ela não sabe onde está, todos são loucos, deve ser isso. Algo muito estranho está acontecendo, porém Claire serviu na guerra e não consegue simplesmente ver alguém ferido e ficar parada, mesmo que ele faça parte das pessoas que a mantém presa. É assim que ela conhece o jovem Jaime, alguém que de alguma maneira faz com que ela queira ficar por perto, mas ao mesmo tempo faz com que ela se lembre mais dolorosamente de que seu marido está em algum lugar e deve estar preocupado.

Há anos que eu ouço falar dessa série, mas só criei coragem quando ela foi relançada pela Arqueiro, e olha, não me arrependo, está é uma das melhores tramas que eu já li envolvendo romance, história e viagem no tempo, e olha que estou afirmando isso apenas depois de ter lido o primeiro livro, ou seja, é bom demais a este ponto.

E sim, eu sei, o livro é enorme, ou seria melhor eu dizer que a série toda é enorme, mas não pensem que é uma leitura cansativa, pois isso é mentira. Desde as primeiras páginas encontramos uma protagonista feminina forte e decidida, ela foi para a guerra, ela cuidou dos feridos e moribundos, ela viu mais morte do que muitos vêm em uma vida inteira, e ela sabe o que quer e meu Deus, que senso de humor essa mulher tem!

Isso tudo somado ao fato da viagem no tempo já é algo que me agrada, agrada mais ainda por isso acorrer na Escócia, um país com elementos mitológicos muito fortes e que na época para a qual ela volta em guerra com a Inglaterra e okay, a vida de um clã é meio selvagem, mas tem suas graças, e se a protagonista, a trama e a cultura não te conquistar... o Jaime vai, esse homem é impossível galerinha.

Mas não pensem que ela chega e já pula de um para o outro, ela é casada e isso martela demais em sua cabeça, é a principal motivação para a luta por uma maneira de voltar e ela sente uma falta danada dele, eu fiquei dividida e encantada com como a autora conduziu isso, com como ela fez as coisas terem uma passagem natural, com como ela faz você se identificar com Claire.

E finalmente, o livro é alucinante, ele se passa ao longo de muitos e muitos meses e são tantos acontecimentos que você fica meio doida tentando digerir tudo! A coisa não para, pior que metralhadora gente, por isso vou ser honesta, eu li ele em partes, numa sentada eu lia de 50 a 150 páginas, mas nunca mais que isso de uma vez ou ficava com dor de cabeça, então aconselho que leiam aos poucos, para evitar a dor de cabeça, para digerir melhor e para não ficar com ressaca literária viu? Mesmo que dê aquela vontade ou surto de continuar porque você PRECISA saber... se aguente, são muitas emoções ao longo dessas 800 páginas mágicas galerinha. 

1 comentários:

  1. Sou apenas louca por Outlander (a série) e ainda quero ler muuuuito o livro, parece ser incrível <3

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