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23.11.16

[Resenha] Mundos de dragões :: Raphael Draccon

Mundos de Dragões - Legado Ranger #3
Autora: Raphael Draccon
Editora: Rocco
Páginas: 352
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Liderados por um ranger americano e protegidos pela tecnologia criada por anões-alquimistas, um grupo de cinco pessoas sobrevive ao Cemitério, uma terra devastada por reptilianos, demônios e escravidão, e retorna para casa apenas para descobrir que eles levaram todo esse horror para a própria dimensão. Assim os dragões chegaram à Terra. Cidades foram queimadas, o pânico foi instaurado e líderes governamentais ficaram em choque diante de justiceiros que não respeitavam bandeiras nem fronteiras. Agora, um portal se abriu e a conexão entre as dimensões se fez. Em florestas de metal ou em bairros de concreto, gigantes de pedra e exércitos de monstruosidades espalham a devastação. Sem uma liderança clara, os cinco sobreviventes enfim se preparam para uma última batalha no coração do Japão. De um lado haverá um demônio-bruxa, crias infernais e Colossus de pedra. Do outro, armaduras de metal-vivo, sangue de dragão e robôs gigantes. Batalhas épicas e dramas intensos compõem Mundos de Dragões, terceiro e último livro da série Legado Ranger, um universo inspirado em uma versão adulta, violenta e politizada das antigas séries japonesas Tokusatsus, que marcaram a infância de toda uma geração.
Neste terceiro e último livro da trilogia Legado Ranger - e por isso indico para aqueles que não leram nenhum dos livros verem a resenha do primeiro, Cemitérios de Dragões, aqui e do segundo, Cidades de Dragões para quem já leu o primeiro aqui - temos lutas épicas, segredos revelados e conclusões de apertar o coração e já aviso, vou começar a resenha com um MEGA SPOILER DO FINAL DO SEGUNDO LIVRO, pelo amor de Deus, não leiam se não leram okay? Vai ser péssimo!

Aquele era um dia para se fazer história. Dragões enfrentariam um robô gigante.
O livro se inicia da mesma maneira como termina o segundo, com Ravenna aparecendo pelo portal no lugar de Derek, trazendo consigo metade de braço do ranger vermelho e sua pulseira de cristal, ou seja, ou ele está morto - que é o que a demônio afirma, ou gravemente ferido, sem metade de um braço e sem acesso a sua armadura, as duas ideias abalam o suficiente Amber e Ashanti para que elas não consigam revidar de maneira adequada os ataques de Ravenna, até porque ela está mais forte, bem mais forte. E quando foge deixa para trás dor, medo, sangue e muitas mortes e dúvidas.

Enquanto isso do outro lado do mundo, Daniel termina de construir uma versão gigante e melhorada do robô que Romain destruiu anteriormente, os últimos detalhes dessa nova arma estão prontos quando um novo caos se instala na ainda não recuperada província japonesa, ao que parece a Vespa Mandarina deixou para trás crias que conseguem ser piores que ele, e agora que Ravenna está nessa dimensão elas acordaram para aclamar sua rainha.

Desesperados e irados, o governo japonês revoga o perdão de Romain e emite um comunicado mundial para sua prisão, fazendo com que o governo americano tome providências para capturar o ator que atualmente está em Los Angeles fazendo marketing de seu novo filme. Revoltado e nenhum pouco feliz com o rumo das coisas ele acaba se metendo em uma briga com os super soldados e parando nas telas de todas as televisões sintonizadas em sua fuga, não só revelando ao mundo quem de fato veste a armadura verde e preta como também dizendo em alto e bom tom que ele tem um dragão, que o faz desaparecer na baia e reaparecer no Cemitério, numa simples viagem interdimensional.

Daniel revoltado trata de tomar algumas decisões e gritar um pouco, retomando a comunicação com Amber e Ashanti e pedindo ajuda, porque ele sabe que não irá derrotar aqueles monstros sozinho.

Enquanto isso temos o outro lado da estória. Voltamos ao momento em que Derek passa pelo portal de Ashanti para trazer Mihos de volta e então vemos sua trajetória até o momento em que acontece seu confronto com Ravenna. Ali visualizamos o Cemitério e o que restou e se fez dele após a partida dos rangers, vemos antigos conhecidos e novos inimigos e finalmente descobrimos vários dos segredos e motivos por trás da ida dos cinco para aquela dimensão.


Neste último livro temos o fim de uma saga de heróis que me conquistaram completamente, cada um a sua maneira me marcou e ficou em algum canto de meu coração e me renderam tantas risadas, bons momentos e cenas daquelas que se fosse um filme eu pausaria para absorver a emoção e conseguir seguir... Raphael Draccon é mestre em criar protagonistas de efeito, esses cinco, assim como todos os outros que ele criou e eu passei a amar não são diferentes. Eles chegam causando crateras gigantes com seus saltos e saem lá de dentro com aquele típico sorriso e andar que diz "se preparem, hoje eu cheguei para arrasar."

É o último livro e como tal tinha muita coisa para ser finalizada, explicada e sentida e de uma maneira geral tudo isso foi feito e gente eu AMO com todas as letras maiúscula esse escritor e seus livros, sou louca demais por eles e sempre favorito porque ele consegue de alguma maneira muito doida nos enfeitiçar, mas tenho que dizer, houveram coisas que eu senti que deixaram a desejar e talvez a culpa nem seja dele, mas ainda sim eu penso que poderia ter sido ESPETACULAR quando só foi sensacional.

Entendam, Draccon sempre foi muito cuidadoso com detalhes, ele é como a Sarah J. Maas que começa a pintar o desenho no início do livro e no fim nos revela o desenho sabe? Mas em Mundos de Dragões eu senti um descuido da parte dele com a questão temporal, isso não foi muito explicado e causou uma estranheza na hora da leitura, pode estar certo, mas não foi colocado de maneira que todos entendam, para mim isso foi o pior, não que atrapalhe a trama ou a emoção ou qualquer outra coisa, mas o público chave dele está familiarizado com esse tipo de coisa e nota a incoerência.

E aquele final! Gente socorro, eu chorei, chorei mesmo, mas eu queria que tivesse sido menos apressado, as páginas estavam acabando e lá estava acontecendo a maldita batalha final e eu só conseguia pensar "Meu Deus desse jeito não vai ter espaço para os momentos fofos e reencontros! Explicações e mundo pós dragões, demônios e tudo mais!", eu lá tenho minhas teorias da conspiração sobre o Draccon ter ligado seus livros, seus universos por dimensões, visões e fios de prata, mas no fim - e digo que ainda sim eu AMO COMPLETAMENTE essa série - me perguntando onde está o Legado Ranger, isso não foi de fato mostrado, o que nos foi mostrado foi o que aconteceu, mas não o que veio depois.

Em suma, eu recomendo muito, e esperem altas emoções, diálogos de abalar o coração, muita ação e romances e amores diferentes de tudo como é típico do Raphael e pode não ter sido meu final preferido dele, mas com certeza passa looonge de ter sido ruim e galerinha como não amar o Romain - que tirou a cena de todos nesse livro -, como não invejar a força da Ashanti, como não desejar que o Derek e a Amber aprendam que a vida não precisa ser tão dura um como o outro e como não visualizar o futuro sensacional e cheio de tecnologia que nosso herói Daniel vai ter? É muito amor envolvido.
- Eu afirmo a vocês nesse momento, com toda a sinceridade: nunca trocaria o que nós conquistamos nessa jornada. E faria tudo de novo se fosse preciso. Eu reviveria tudo, se este fosse o preço a pagar, o de morrer no dia de hoje para que para que qualquer uma de vocês possa viver.
- Heróis, heroínas e idiotas até o fim?
- Até o fim. Mais do que nunca, até o fim. 
Postado por
Agatha

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