10.2.17

[Resenha] O fim de todos nós:: Megan Crewe


O fim de todos nós - Fallen World  #1
Autora: Megan Crewe
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, para estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer.
A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças - ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Os infectados agem sem pudor, falam o que vem à mente e não hesitam em contaminar outras pessoas. A quarentena imposta pelo governo dificulta as pesquisas em busca da cura, suprimentos e remédios não chegam em quantidade suficiente e quem ainda não foi infectado precisa lutar por água, energia e alimento.
Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Caso contrário, o que será dela e de todos?
Afiado e atordoante, O fim de todos nós é a história da força de vontade e da bravura de uma garota comum forçada a reavaliar seus medos e escolher entre a própria humanidade e a sobrevivência.
Sobre minha experiência com esse livro... O que dizer?!

O livro é escrito em forma de diário/cartas... Bom, é um pouco dos dois. Kaelyn escreve cartas para o seu melhor amigo que se mudou para outra cidade, contando de seus medos e arrependimentos.
O início da narrativa é bem tranquila, e Kaelyn segue contando de seu dia a dia para Leo. Até que os sintomas aparecem e evoluem, e um surto tem início na ilha em que ela vive com a família, contaminando vários habitantes com um vírus peculiar.

Coceiras, tosses, falar tudo que vem à cabeça sem qualquer inibição social... Esses são os sintomas. E de uma hora pra outra, inúmeras pessoas os possuem. A doença se espalha pelo ar, e um tempo após o surto, a ilha é declarada em quarentena. Ninguém sai e ninguém entra. Só as forças especiais enviadas para ajudá-los e mandar suprimentos tem passe-livre para ir e vir.
A natureza não tem sentimentos ou moral; são só alguns acasos que às vezes funcionam em favor de um bando ou de outro rebanho, e que às vezes extinguem alguma espécie. Um acaso qualquer deu a este vírus uma chance de infectar nossos cérebros, e de se espalhar ao fazer com que suas vitimas queiram a companhia de outras pessoas. E para a natureza, pouco importa se venceremos nós ou o vírus, dá no mesmo. Não ha nada que pare e pense quantas pessoas vão se machucar e ate que ponto.
O pai de Kaelyn é o principal médico responsável pelo caso, o que o deixa bem ausente em casa. Com o passar do tempo, Kaelyn perde pessoas que nunca imaginou viver sem, faz alianças com pessoas “mais improváveis, impossível”, e começa a nutrir sentimentos seja de amizade, seja de amor, seja de ódio; por pessoas que até então nunca tivera contato.
A maioria das pessoas pensa que o mais assustador é saber que vai morrer. Não é. É saber que você pode ter que assistir a todo mundo que você já amou – ou mesmo apenas gostou – definhar e não poder fazer nada.
O livro é dividido em três partes: Sintomas, Quarentena, e Mortalidade. A capa do livro é MARAVILHOSA, e a edição não deixou nada a desejar. Só o livro...

Apesar de Kaelyn ser filha do médico mais importante da cidade, não se enganem! A maioria da narrativa e das informações passadas aos leitores se trata apenas de “achismos” da protagonista. Ela não passa quase nenhuma informação real, e se vitimiza o tempo i-n-te-i-r-o. O que me irritou bastante, para início de conversa... A protagonista raramente tomava boas decisões, e em meio a um surto de um vírus desconhecido, era de se esperar que ela se precavesse mais, mas isso não acontece. E não esperem a evolução da personagem, porque esse é mais um dos pontos em que o livro não corresponde às nossas expectativas.

Expectativas? Comecei a leitura cheia delas, tendo em vista que bons comentários sobre a obra não faltaram: "Protagonista forte, narrativa profunda, leitura rápida..."

O problema é que o livro deixou muito a desejar. Não consegui me apegar à protagonista, e eu não tinha a menor curiosidade em saber o que aconteceria com ela no final. Os outros personagens também não me impressionaram ou me conquistaram. Os personagem coadjuvantes e a protagonista pouco evoluíram durante o livro.

O livro tem uma premissa realmente interessante, mas o desenvolvimento dele foi cansativo e mal executado. Apesar de a obra ter continuação, eu resolvi parar por aqui!

E vocês? Já leram esse livro? Contem-me o que acharam nos comentários :) 
Obs: se tiverem indicações de distopias e livros do tipo serão super bem vindas! 
<3 Beijos!!!


1 comentários:

  1. Oiii Ana

    Que lástima que o livro não foi tudo aquilo que vc esperava. Pra ser sincera tenho um pouco receio de livros narrados assim, em formas de diário ou cartas. Acho que a premissa tem que ser muito boa mesmo pra prender, além do que tem que ter algo de ação e uns conflitos porque senão fica maçante. Eu até vi esse livro em alguns lugares mas apesar da sinopse interessante, nunca me chamou muito a atenção.

    Beijos

    Alice and the Books

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