25.3.17

[Cine SB] Critica: O Lugar Onde Tudo Termina - The Place Beyond the Pines (2013)



Título: O Lugar Onde Tudo Termina (The Place Beyond the Pines)
Ano: 2013
Direção: Derek Cianfrance
Roteiro: Derek Cianfrance
Gênero: Drama policial 
Duração: 2h 20min.
Elenco: Ryan Gosling, Bradley Cooper, Eva Mendes, Dane Dehaan, Mahershala Ali, Emory Cohen.

Sinopse:

Luke (Ryan Gosling) é um motociclista misterioso, que pilota dentro de globos da morte para um circo itinerante. Quando descobre que sua ex-namorada, Romina (Eva Mendes), teve um filho seu, ele tenta se reaproximar dela. Sua intenção é mostrar-se um pai capaz de sustentar o filho e, para isso, Luke decide participar de uma série de roubos a bancos. O problema é que Luke não consegue reprimir seu lado violento, o que lhe traz problemas não apenas com Romina mas também com Robin (Ben Mendelsohn), seu parceiro de assaltos. Apesar dos vários problemas inesperados que surgem, ainda assim Luke resolve realizar sozinho um assalto a banco. Perseguido pela polícia, ele vira alvo de Avery Cross (Bradley Cooper), um policial que cumpria sua rotina fazendo a ronda diária.

(Fonte: Adorocinema)



Aqui começa minha opinião pessoal...

O Lugar Onde Tudo Termina não pode ser classificado como um drama policial qualquer. Não sei se pode ser classificado como um drama policial at all. É sobre humanização, mentiras e escolhas, é sobre julgamento - até que ponto alguém deve ser punido por fazer algo errado em prol das pessoas que ama.

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Com uma pequena sequência de início, somos apresentados ao primeiro protagonista (de três, numa separação que eu fiz) da história: Luke (Ryan Gosling de Driver e La La Land). Acompanhar a história dele talvez seja a parte mais empolgante de todo o filme. Ao descobrir que sua ex-namorada, Romina, tem um filho seu, ele decide entrar na vida do garoto e na dela. Romina, no entanto, já estava comprometida.

Luke sai do emprego do circo e começa a trabalhar como mecânico numa oficina, mas o dinheiro que ganhava não era suficiente. É quando ele começa a assaltar bancos. Nessa primeira parte, vi uma atuação muito convincente de Gosling, e senti o peso de todas suas decisões junto com ele. 
Então, há uma sutil troca de protagonista, assim que a parte de Luke recebe um "fechamento". Esse protagonista é Avery Cross (Bradley Cooper), um policial que estava fazendo ronda no momento de uma das fugas de Luke.
Qualquer comentário sobre o roteiro, a partir daqui, é spoiler, então você vai ficar sem saber quem é o terceiro protagonista até assistir. 

Em dois momentos, me peguei olhando a história de um diferente ponto de vista, um trabalho sem dúvidas muito cuidadoso do diretor, e isso me impressionou muito. O ritmo é meio lento, mas por conta dessas transições sutis que eu mencionei, isso não chegou a ser um defeito, mas acabou contribuindo para o resultado final. Quando você acha que ele não está indo para lugar nenhum, ali aparece uma dica do que está prestes a acontecer, embora talvez você não perceba de primeira.

Imagem relacionadaO final é sensível, não há nenhuma surpresa, também não há muitas palavras, nem muitas explicações. Há olhares e ações, um verdadeiro fechamento, e você acaba com aquela sensação de "tudo poderia ter sido diferente, mas que bom que acabou assim".


* Disponível na Netflix 25/03/17.

Nota: 4,1/5


Postado por: Layane Machado




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