5.4.16

[Séries SB] Resenha: My Mad Fat Diary - 1ª Temporada (2013)





Título: My Mad Fat Diary
Ano: 2013
Diretor: Tim Kirkby, Benjamin Caron
Roteiro: Tom Bidwell
Gênero: Drama / Teen / Comédia
Duração: 45 minutos por episódio. 270 minutos totais.
Elenco: Sharon Rooney (Rachel – Rae Earl); Nico Mirallegro (Finn Nelson); Jodie Comer (Chloe Gemell); Dan Cohen (Archie); Jordan Murphy (Arnold Peter – Chop); Ciara Baxendale (Izzy); Ian Hart (Dr. Kester)




Sinopse

Situada na década de 1990, a história de My Mad Fat Diary acompanha a vida de Rae (Sharon Rooney), uma jovem obesa de 16 anos que vive em Lincolnshire com sua mãe excêntrica (Claire Rushbrook). Recém saída de um hospital psiquiátrico, ela se vê jogada em um mundo no qual não se sente à vontade.
Logo ela faz amizade com Chloe (Jodie Comer), uma jovem que não conhece o passado de Rae. Ela a apresenta para sua turma, que acolhe Rae à sua maneira. Sem perder o bom humor e sua crença no amor, Rae tem como principal objetivo perder a virgindade. Seu alvo é o jovem Archie (Dan Cohen).
No elenco também estão Nico Mirallegro, que interpreta Finn; Jordan Murphy, como o engraçado Chop; Ciara Baxendale, como a ingênua Izzy; Claire Rushbrook como a mãe de Rae; Ian Hart como o Dr Kester, terapeuta de Rae; Sophie Wright e Darren Evans como Tix e Danny Two-Hats, pacientes do hospital onde Rae ficou internada.



Minha opinião

Série teen? Nem parece. My Mad Fat Diary deixa de lado as relações (na maioria das vezes superficiais) entre adolescentes bonitos - sendo sincera - com problemas de autoestima e com-quem-vou-namorar. A série (Meu Gordo e Triste Diário? Ok, a tradução literal não rola) já conquistou fãs de Skins, Awakard, Misfits e outras séries do genêro teen, que aborda as dificuldades na adolescência, conflitos amorosos (dos bons), problemas familiares e outras coisas que nós já vimos, tanto em séries quanto em livros (já leu Eleanor & Park? Gostou? Vai gostar de My Mad Fat Diary também!).
Ok, vou tentar controlar o uso de parênteses.
A série britânica é baseada no livro de Rae Earl, sim, o nome da autora e da personagem principal é o mesmo, isso porque o livro é tipo uma biografia/diário contando a adolescência. A continuação se chama “My Madder Fatter Diary”, infelizmente, ambos ainda não foram publicados no Brasil. Tanto o livro quanto a série passam nos anos 90 e foge completamente dos clichês, e abre os nossos olhos para problemas como a obesidade, bullying e a importância da auto-aceitação. 

A primeira temporada conta com míseros 6 episódios, que sinceramente, não me satisfizeram, não por faltar algo, mas de tão boa que é. Nos primeiros minutos, quando fui apresentada a Rae, uma garota com problemas psicológicos e complexidades com o seu peso, já comecei a levar umas belas lições. Episódio por episódio, vai ficando mais evidente as angústias da Rae - que são completamente compreensíveis, nada forçado -, e não tem como não se identificar com algum membro da gangue (seu grupo de amigos).

Ele era impressionante, com uma
bunda que eu só queria morder como
um cachorro violento.

Além disso, não há um membro da gangue que não seja complexado. No começo, quando vemos apenas a visão da Rae de tudo, parece um grupo muito simples de amigos, felizes e se divertindo, mas quando entramos nas suas intimidades, descobrimos as reais intenções por trás do que eles deixam transparecer, e aí sim, o drama vem em peso.
Mas nem tudo é drama nessa vida. Rae, como a incrível protagonista que é, tem sucesso ao fazer graça com diversas situações.
O formato da série é como se fosse realmente um diário (ah, a série é baseada no livro My Fat, Mad, Teenage Diary, um diário!), muitas vezes somos contemplados com os pensamentos e fantasias de Rae, melhores impossíveis. E o que não faltou foi momentos em que eu me identifiquei com Rae e dei altas risadas com ela.
Há alguns personagens tão importantes quanto a gangue (Archie, Finn, Chopp, Chloe e Izzy), que são Tix e Lester.
Lester é o terapeuta de Rae, que é simplesmente o melhor terapeuta do mundo. Muito da evolução de Rae durante essa temporada se deve a ele.
Você não gosta de lugar algum, porque você não gosta
de si mesma.
Já Tix é uma amiga que Rae fez durante sua estadia no hospital psiquiátrico. Desenvolvi um carinho especial por essa personagem, ela é meio que o oposto de Rae, mas é a única que entende ela no começo. Amei os diálogos das duas. Tix <3
Não vou nem falar (já falando) da trilha sonora da série, que inclui Oasis, The Smiths e The Cure, impossível não amar.




Nota: 5/5


4 comentários:

  1. Eu amoooooo mmfd!!! É uma serie que consegue te fazer rir e soluçar de chorar no mesmo episodio.

    Abraços.
    aressacaliteraria.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Simmm! Toda vez que a Rae passava por alguma situação difícil, eu sentia junto com ela. Foram litros de lágrimas derramadas durante as 3 temporadas. Amo amo!

      Beijinhos!

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  2. Oi Lay,

    já vi essa série e até hoje amo! Como você bem disse, ela conquista ao trazer relacionamentos e problemas reais de adolescentes! Eu amo a Rae, me identifico muito com ela!

    Beijos!
    Visite o Mademoiselle Loves Books
    http://www.mademoisellelovesbooks.com/

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    Respostas
    1. Oii!

      Amo a Rae, foi com quem eu mais me identifiquei na série (mas há elementos dos outros personagens que me representaram muito").

      Beijinhos!

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