29.4.16

[Resenha] A Herdeira do Fogo :: Sarah J. Maas

A Herdeira do Fogo - Trono de Vidro #3
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 518
Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.
Antes mais nada, acho bom explicar que esse é o terceiro livro da série Trono de Vidro e que por ser assim tem MUITOS spoilers importantes, sério gente, se vocês não gostam, não leiam, ou leiam só as minhas considerações, ou leiam as primeiras resenhas, vou deixar o link para vocês, mas não leiam a resenha toda, ou vai estragar a surpresa e emoção de tudo, e estou sendo muito sincera, mas se não liga ou já conhece a série, boa leitura!!!

Resenhas de Trono de Vidro, A Lâmina da Assassina e Coroa da Meia-Noite, clicando nos nomes respectivamente.
Roupas sujas - manchadas e empoeiradas e rasgadas. Sem falar que tinha um cheiro deplorável, e aquela mendiga a havia tomado por... por uma colega mendiga, competindo por espaço nas ruas.
Bem. Não era maravilhoso? O fundo do poço, até mesmo para ela. Talvez fosse ser engraçado algum dia, caso se incomodasse em se lembrar daquilo. Não conseguia se recordar da última vez que rira. 
Pelo menos Celaena sentia conforto ao saber que não podia piorar.
Mas então uma grossa voz masculina deu uma risada nas sombras atrás dela.
Celaena partiu de Adarlan deixando um rastro atrás de si, agora Chaol sabia quem e o que ela era, e sabia para onde a estava mandando, para Wendlyn, o além-mar onde a magia ainda existia, onde havia um exército forte de semifeéricos e onde morava os parentes de sua mãe. A família real de Wendlyn, que ela deveria matar por sinal, mas ao chegar no continente o que realmente aconteceu foi outra coisa.

Ao ver a família real, ao ver seu príncipe caminhando e sendo aplaudido pelas ruas, tendo o amor de todo um povo, ela se sentiu um lixo, a dor das recentes perdas ainda a consumiam e uma parte de si parecia irremediavelmente quebrada, e ainda havia a promessa feita a Nehemia em seu túmulo, a de libertar o povo dela das garras do Rei de Adarlan, mas para que isso acontecesse ela precisava chegar até Maeve e saber mais sobre as chaves de Wyrd, mas confrontar sua tia imortal não era algo que ela queria fazer tão logo.

Contudo Maeve tem outros planos e mandou um guerreiro feérico buscá-la, um guerreiro alto, forte, bronzeado e lindo se não fosse pelo caninos, olhares opacos e cheios de promessas de dor e lutas e as tatuagens que o deixavam com o rosto mais sombrio ainda. Um trato foi feito, Maeve lhe contaria tudo o que sabia sobre as chaves se Celaena treinasse com o príncipe Rowan, o feérico que a levou até ali, e fosse digna de entrar no reino mágico dela, ou seja, domine seu poder e venha até mim.
Há milhares de escravos em Endovier, e um bom número vem de Terrasen. Independentemente do que eu faça com meu direito de nascença, vou encontrar um modo de libertá-los algum dia. Eu vou libertá-los. Eles e todos os escravos de Calaculla também. Portanto, minhas cicatrizes servem como um lembrete disso.
Mesmo sem ter tempo para os joguinhos imortais de sua tia, ela não recusa, pois não tem outra opção, ela só espera que dê tempo, que quando ela finalmente voltasse para Ardalan, ela tivesse uma maneira para derrotar o rei e cumprir sua promessa a amiga morta.


O livro começa sendo narrado por Celaena e devo dizer que a assassina que conquistou meu coração está em cacos, depois dos últimos acontecimentos de Coroa da Meia-Noite, ela não é mais a mesma e parece que a escuridão que vive dentro dela se aprofundou ainda mais e que tudo lhe chega distante, que suas forças se foram e durante um bom tempo isso ainda permanece, mesmo quando ela encontra Rowan e passa a brigar constantemente com ele, ainda há um vazio que ameaça engoli-la toda vez.
- Ela não tem esperança principe. Não tem mais esperança no seu coração. Ajude-a. Se não pelo bem dela, então ao menos pelo que ela representa... o que poderia ofercer a todos nós, inclusive a você.
- E o que seria isso? - O guerreiro ousou perguntar.
Emrys o encarou sem hesitar ao sussurrar:
- Um mundo melhor.
O livro também é narrado por Chaol e Dorian, que nos contam um pouco do que está acontecendo em Ardalan e como as coisas estão para o lado desses jovens que também tiveram suas vidas viradas de cabeça para baixo, Chaol ainda sente falta da mulher que passou a amar e Dorian tenta se controlar e controlar seu novo poder, e ambos acabam por se envolver com a rebelião.

Surgem novos personagens importantes, Manon, uma bruxa Bico Negro, que recebe uma proposta do Rei para integrar seus exércitos, e como recompensa ele lhes daria serpentes aladas, e Aedion, primo de Aelin, rainha de Terrasen, sob o controle do Rei, assim como outras pessoas.

Conforme o livro avança você vai sofrendo e amando mais os personagens conhecidos e se apaixonando pelos novos, é impossível que isso não aconteça. Você passa a descobrir coisas sobre esses seres mágicos que vivem do outro lado do mar e de sua cultura, você vê Celaena crescer e se reerguer, você a vê se desenvolver e Rowan tem um papel fundamental nisso, e te fará rir, querer matá-lo e sorrir boba e querer chorar. 
Algo derretido percorreu o corpo de Celaena, despejando -se sobre cada fenda e fratura ainda aberta. Não para ferir ou destruir, mas para soldar.
Para forjar.
E em Ardalan as coisas se desenvolvem em ritmo alarmante, a rebelião cresce, novos aliados são feitos entre lugares escuros, e segredos são descobertos, para todo lugar que se olhe tem algo acontecendo e isso deixa a leitura alucinante e sensacional.

Vocês já sabem o quanto eu amo essa série, a autora, Sarah J. Maas, é sensacional e criou um mundo único e ela me lembra tanto Licia Troisi, que eu também amo, que não consigo não amar essas obras em dobro. Tudo grita para você e os personagens te consomem, a trama te prende e o ritmo te impulsiona adiante o tempo todo.

Adorei essa expansão do universo e fiquei arrepiada com como a Sarah consegue fazer seus personagens andarem em uma linha muito tênue entre o bem e o mal, entre o instinto e a razão, ela dosa isso tão bem, ela lida com os instintos puros e primitivos do seres humanos e isso é sensacional, sem falar que ela explorou a mitologia em seu máximo, os seres encantados que nos são apresentados são muito mais fáceis de se ver em um pesadelo e em Neil Gaiman do que nos cotos de fadas e isso... Isso é algo que vale muito a pena.
Celaena podia jurar que às vezes sentia magia dos dois...brincando juntas, a chama provocando o gelo, o vento dançando entre as brasas. Contudo, toda manhã trazia algo novo, algo mais difícil e diferente e sofrível. Pelos deuses, Rowan era genial. Esperto, malicioso e genial.
Mesmo quando a derrotava. Toda. Porcaria. De. Dia.
Não por malícia, como antes, mas para provar um ponto - os inimigos de Celaena não dariam trégua. Se precisasse descansar, se o poder hesitasse, ela morreria.
Sem falar que MEU DEUS, ela precisa parar de criar personagens masculinos tão extraordinários, gente, é só uma mulher, e como continua aparecendo shipps desse jeito, fico me perguntado o que acontecerá, e meu coração torce loucamente por um, mas quer que todos os outros fiquem bem, mas não sei, com a Sarah tudo é meio imprevisível e num momento ele respira, no outro ele morreu de maneira bem chocante, ela só perde para R. R. Martin, mas é tão sádica quanto a Cassandra Clare, nunca vi personagens sofrerem tanto e ainda em meio a tanta dor e confusão conseguirem momentos perfeitos de paz, alegria, esperança e amor.


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